SUCESSO É OUTRA COISA
           
Ela sentiu que estava para estourar sua pressão arterial quando finalmente avistou um vendedor se aproximando do balcão, saiu do lugar e foi lhe falar ao pé do ouvido:           
- Olhe meu amigo, me falta um triz para perder a paciência, aí eu vou começar a gritar aqui dentro. Vou dar uma de louca! Tenho certeza que aparecerão todos os vendedores da loja, mas eu só preciso de um. Só de um! E faz meia hora que estou precisando somente de um vendedor!           
- Desculpe, estamos fechando a loja e nossa equipe está encerrando as atividades, mas providenciarei alguém para lhe atender – e rapidamente esquivou-se da reclamação e continuou com as atividades de balanço.           
O sangue subiu à cabeça e despencou até os pés, num milésimo de segundo, começou a suar frio. Precisava aliviar. Olhou para o cliente que chegou, fez fila, e disparou:           
- Isso é um abuso! Falta de respeito mesmo. Sabe a quanto tempo estou esperando que me atendam?           
- Eu ouvi... Disse ao vendedor que já faz meia hora.           
- E faz mesmo!           
- Hum rum...           
- E ainda não vi o gerente. Não deu o ar da graça desde que cheguei.           
- Certo...           
- E sabe o que mais me irrita?           
O homem não respondeu, parecia que não estava muito a fim de fazer parte daquela euforia e preferiu não inflamar.           
- Sabe o que mais me irrita?           
- O quê...?           
- Essa demora!           
- Eu sei, você já disse...           
- Disse mesmo e vou dizer mais, não volto aqui! Estou só esperando ter um infarto para que uma ambulância me leve para um lugar onde eu possa descansar um pouco. – e fez um eco bem alto na loja como se avisasse as paredes - Vou ter um infarto aqui dentro!           
- Hum rum...           
- Hum rum? É hum rum mesmo! Não queira saber tudo que já passei hoje. Ave Maria, não foi brincadeira. Olha ai, lá vem outro desses títeres sorridentes. Guarde meu lugar, por favor. Quero ir ali falar com ele.           
- Só estamos nós dois na fila, a loja está praticamente vazia. Pode ir...           
Ela foi até o vendedor e começou a gesticular com as mãos para todos os lados.           
- Amigo... Arrombaram meu carro hoje na frente do meu trabalho, que fica ao lado de uma delegacia – respirou fundo e falou – E olhe só o absurdo, ninguém viu isso acontecer. Imagine!? Agora, preciso comprar um chip para colocar em um celular velho que tenho lá em casa. Sou corretora e preciso de um telefone para trabalhar.
- Entendo, mas a essa hora o atendimento é apenas no balcão. Peço que aguarde lá enquanto anuncio no sistema de som, alguém disponível.
Quando ela se virou, a fila já havia seguido e aumentado. O homem que lhe guardava o lugar havia executado uma compra e seguido para o guichê seguinte, onde entregavam a compra embalada. Duas outras pessoas ocupavam o lugar agora.           
- Com licença, estava aqui no primeiro lugar a quase uma hora! Este lugar é meu – interrompendo a moça que recebia amparo para comprar.           
- Senhora, por favor, respeite a fila. Espere sua vez - pediu o caixa.           
- Mas era a minha vez! Melhor dizendo, minha vez passou quando atendeu aquele homem de camisa amarela. Aquela já era a minha vez!           
- Se continuar criando problemas, terei que chamar a segurança.           
- Pois chame! Chame mesmo! Que eu vou chamar a policia! – disparou-lhe a pressão e botou a mão no peito. Se lembrasse do nome policia mais uma vez ia mesmo ter um AVC ali dentro.            
- Vou ver se ainda temos no estoque, o sistema está lento e não consigo verificar se está disponível. Aguarde um minuto, por favor – falou para a moça amparada que estava acompanhada da outra pessoa da fila. Menos mal, pensou: pelo menos era a próxima.            
O caixa voltou confirmando o produto e recebeu o dinheiro. Concluiu:            
– Agora dirija-se ao outro setor para receber seu pedido. Chip Mais agradece a preferência e volte sempre. Próximo!           
- Até que enfim!            
- O que deseja?           
- Quero um chip.           
- Da promoção “fale até a Morte”?           
- Pode ser. Tanto faz... Contanto que complete e receba uma ligação, já basta!           
- CPF e RG, por favor.           
- Tome. Nem acredito... Pelo menos uma coisa vai dar certo hoje.           
Pareceu algo programado de tão pragmático, na mesma hora o telefone do guichê tocou e o rapaz atendeu. Era a conjugue dele que estava no outro lado da linha reclamando que não conseguia ligar para o celular do próprio marido.          
 - Só um instante, por favor. – e seguiu na conversa com a esposa - Sim, meu amor, jantarei em casa, mas pode deixar que eu esquento quando chegar [...] Não precisa... vá descansar, ainda terei que passar por dois terminais de ônibus para chegar aí. Depois das dez horas só um terço das linhas ficam circulando [...] Sim, eu sei meu amor... Mas tive que fazer hora extra hoje, entenda.           
- Vai demorar aí, amigo? Estou com presa – falou impaciente.           
- Só um instante. – terminou de dar boa noite para a esposa e desligou – CPF e RG, por favor.           
- Já entreguei!           
- É mesmo – e digitalizou os numero e disse – Lamento senhora... – olhou o nome na identidade – Senhora Madalena, o sistema encerra automaticamente às 22 horas.           
- Mas como?           
- Pela programação do sistema.           
- Eu sei como um sistema se encerra, não precisa explicar. Acontece que no relógio da loja ainda faltam quinze minutos.           
- Deve estar atrasado. Chip Mais agradece a preferência e deseja uma boa noite – abaixou a porta barulhenta da cabine que era caixa e atendimento ao mesmo tempo.            
- O quê? Não pode me deixar sem o chip! Amanha às 6 horas tenho que estar de pé para trabalhar e vou precisar dele! Cadê o gerente? – falou novamente com as paredes. - Alguém me chame o gerente!          
 Um outro vendedor apareceu e perguntou.           
- Qual o problema, senhora?           
- Estou em pane faz quase duas horas e ainda tiveram a cara de pau de agradecer a preferência. Sabe o que eu tenho para fazer amanhã? Trabalhar! Não tenho tempo para voltar e ficar arriscando enfartar em fila de espera, não! Onde está o gerente? Estou a horas procurando-o sem puder sair do lugar para não perder a vez.           
O homem pediu que aguardasse só mais uns instantes que ele voltaria para completar a ocorrência que ele acabou de iniciar em seu sistema funcional. Depois retornou com um segurança.             
- Vou pedir para que acompanhe esse cavalheiro até a saída.           
- Mas quem disse que vou sair daqui sem meu chip? Eu lhe disse isso, por acaso? Olhe ali, foi ele – e apontou para o cliente que saia da cabine que era para entrega e troca de mercadoria – Não pedi para que guardasse meu lugar?           
- Guardei, mas você não voltou...           
- Voltei sim, estava a menos de dois metros, podia ter me chamado.           
- O caixa disse que já ia embora, precisava garantir meu chip...           
- E comprou, né?  Me dê aqui, esse chip é meu!           
Começou a confusão que poderia acontecer com qualquer pessoa que frequentasse aquela loja. Todos estavam sujeitos à mesma qualidade e padrão. Agarrou na sacola do homem, ele segurou arduamente até rasgar o embrulho. O produto caiu no chão e começaram a ter que rastejar para ver quem levaria o tal chip. Em menos de um minuto toda a segurança do shopping estava posta para retirar Madalena de lá. Quando bastava um, somente um para atender aquela ocorrência de segurança.            
- Tirem essas mãos de mim!            
- O que está acontecendo, Senhora? – perguntou o gerente que apareceu como uma visagem.           
- Esta mulher pegou meu chip e não quer devolver – respondeu o homem de camisa amarela.
 - Esse chip era para ser meu. Tome aqui o dinheiro.           
- Mas está no meu nome, eu já paguei por ele.           
- Não tem problema, amanhã, ligo para a operadora e espero sentada até transferirem para o meu.           
- Por favor, devolva o chip ao nosso cliente e pedirei para que acompanhe nossos seguranças até a delegacia.            
Então, saiu correndo do shopping com a mercadoria furtada. Acontece que, no meio de todo o alvoroço, não percebeu que um garotinho pentelho estava filmando tudo, e da loja mesmo compartilhou na internet. Foi sucesso instantâneo. No outro dia pela manhã já havia virado "hit" nas rádios virtuais.            
Quando chegou ao trabalho havia uma carta de demissão em sua mesa junto com um DVD contendo a copia do vídeo. Ao lado, o jornal que anunciou e no letreiro principal, em letras garrafais: “Mulher causa tumulto na loja Chip Mais para não perder o último dia da promoção. Empresa comemora o sucesso.”.

E como finalmente ela ganhou um tempinho para passar mal e entrar em uma ambulância, teve ali mesmo seu AVC. Mais sabia que ainda enfrentaria mais burocracia e descaso, teria que esperar mais um pouquinho... Só que agora era a fila do centro público de saúde. E ninguém a notou, agonizando por um leito enquanto seus quinze minutos de fama passaram sorrateiros e ligeiros.

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 (Jânio César. Desenho de Yuri Yamamoto.) 

Jânio César é um brasileiro amante das artes. Nasceu no dia 28 de fevereiro em Porto Alegre e cresceu e criou-se na capital do Ceará, estado que retem suas raízes familiares e culturais. Estudante do curso de Licenciatura em Teatro do IFCE, trabalha desenvolvendo atividades ligadas ao mundo das artes cênicas, mas define-se profissionalmente, em primeira instância, como poeta das virtudes e dos lamentos da vida. Em 2012 ganhou o Prêmio Literário Juvenal Galeno vinculado a Secretaria de Educação de Fortaleza, em razão do seu livro Três Pontos, conforme Diário Oficial do Município de Fortaleza, 23 de novembro de 2012 pág 25. Conheça um pouco de sua produção escrita dividida nas categorias: Poemas, Pequenos Contos, Contos e Pensamento.




ÍNDICE:


PRIMEIRO OLHAR
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SEGUNDO OLHAR
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I ATO

E quando eu falo do amor, do tempo, do vento, percebo! É necessário reinventar a vida.


ONDE ESTÁ LARRY TATE?    (Prosa Poética)
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IGUATEMI    (Poema)
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A TV, O COLCHÃO, O SOFÁ E TRÊS DOUTOR    (Poema)
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RISCO DO VENTRE    (Poema)
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TRÊS PONTOS    (Poema)
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O CONVITE    (Poema)
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ELA É DO CARIRÍ    (Poema)
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CÉU, TETO DE BURLE MARX    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
DO VERSO A PROSA    (Poema)
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PRIMEIRO PONTO    (Olhar Poético) 
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I ATO - CONCLUSÃO:
Sim, eu ainda acredito no amor incondicional, sei que existe, mas não é de hoje que está perdido, não foi agora que ficou extinto. Foi esquecido e vulgarmente trocado pelos interesses, substituído por uma duvidosa ideia de sentimento.


II ATO
Outro dia, enquanto sonhava, fiz algo que queria muito. E de tão real o sonho, vi o tamanho da minha loucura.

TERÇA JOSÉ-MARIA FEIRA    (Prosa Poética)
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ORGULHOSA    (Poema)
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O LEÃO E A FLORESTA    (Poema)
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SAMBA PARA O NÃO AMOR    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
DEIXA ELA PASSAR...    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
SÓ UM PEDAÇO DE VOCÊ    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
A CAMISA E O CABIDE    (Poema)
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TELA E FOLHA EM BRANCO, ADUBO DE MIM    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
REFLUXO    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
SEGUNDO PONTO    (Olhar Poético)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 

II ATO - CONCLUSÃO
Hoje a noite vou colocar minhas velhas asas nas costas para viajar pelos sonhos inventados. Vou fazer uma parada no teu abraço, seguir pelo teu carinho, beber da fonte que nos achamos, juntar os pedaços que você me deu e pendurar nas estrelas. Ver tudo que fantasiei na minha cabeça e que só nela ficou. Revirar todo o sonho e beber do teu veneno depois.


III ATO
Quero usar esta última inspiração antes que o desejo se vá e meus pensamentos fiquem mudos e frios, sem saber o doce sabor das palavras.

O ÚLTIMO DUQUE DE CAXIAS    (Prosa Poética)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
SE FERROU!    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
A PROSTITUTA DO AMOR    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER
OITO DE PAUS    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
O CAVERNOSO    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
10 CENTAVOS PAGA    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
ADÃO    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER
CORRENTES    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
MARIA DAS DORES    (Poema)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
TERCEIRO PONTO    (Olhar Poético)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 


III ATO - CONCLUSÃO
Houve um tempo em que as pessoas se respondiam, mesmo quando não se correspondiam. O mais estranho diálogo é sem dúvida o mudo e frio. O silêncio só fala por aquele que não arrisca suas palavras para não ter que justificá-las.

TERCEIRO OLHAR
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 


CONTOS
APENAS BOAS HISTÓRIAS FAZEM PRAÇA    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
SUCESSO É OUTRA COISA    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
VITÓRIA CORTEZ    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
UM CAFÉ BEM AMARGO, POR FAVOR.    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
MIL SÓIS    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER 
ELA DISSE AMÉM    (Conto)
ˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉˉ LER